O que as montanhas me ensinam aos 64 anos

Você já parou para pensar em como gostaria de estar daqui a 10, 20 ou 30 anos? Eu penso nisso cada vez que coloco a mochila nas costas, encaro uma trilha ou observo uma montanha surgindo no horizonte. Muitas vezes, associamos o avanço da idade a uma desaceleração inevitável da vida. Mas, aos 64 anos, tenho aprendido que envelhecer também pode significar continuar em movimento, buscar novos desafios e descobrir outras formas de liberdade.
O Monte Roraima é uma das formações geológicas mais antigas do planeta. Chegar até ele exige dias de caminhada, resiliência diante de um clima que pode mudar rapidamente. Já o Pico da Neblina está localizado no coração da Floresta Amazônica. Para mim, lugares como esses nunca foram apenas destinos turísticos. São ainda como templos de saúde, reflexão e aprendizado. Cada expedição funciona como um combustível.
Envelhecimento saudável se constrói em movimento
Para mim, a vida é movimento. A ciência também ajuda a compreender parte desses efeitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática regular de atividade física está associada a benefícios. Sinto esses benefícios no meu cotidiano. O contato com a natureza me ajuda a organizar os pensamentos, manter o foco e olhar para os problemas por outras perspectivas.
Minha história com o turismo e a natureza
Sou natural de Campo Grande (MS) e vivo em Roraima desde 1987. Foi nesse território que construí grande parte da minha trajetória pessoal e profissional, inclusive como sócio-diretor da Roraima Adventures, parceira e associada da ABETA de longa data. Formado em Administração, atuei com turismo receptivo, de natureza e palestras. Ajudei a criar e desenvolver roteiros de expedição ao Monte Roraima, Caburaí e Pico da Neblina.
O que estou plantando hoje?
Nem todo mundo precisa escalar o Monte Roraima. A principal lição das montanhas é a constância. Depois dos 60 anos, aprendi que nem todas as montanhas são feitas de pedra: algumas são medos, hábitos e limites que construímos dentro de nós. Não espere o amanhã para dar o primeiro passo.