RORAIMA ADVENTURES

“…subi o Monte Roraima”

O leitor imaginário mais fanático já conhece o anteriormente citado Goerge Mallory. Pioneiro nas expedições ao Everest, o montanhista foi interrogado repetidamente sobre as razões que lhe motivavam a uma empreitada tão perigosa como escalar a maior montanha do mundo. Da simplicidade que só os lunáticos tem, ele respondeu: “Porque ele está lá”

Com as devidas modificações, tendo em vista que este escriba não escalou o teto do mundo, mas limitou-se a um passeio ali no Monte Roraima, escutei pergunta semelhante. Por que se dispor a passar oito dias longe da civilização, caminhando por trilhas extenuantes, com uma mochila bem mais pesada que o desejado nas costas, sob chuva e sol e tendo, como oportunidade de descanso, uma noite de sono sobre o fino saco de dormir, inclinado no chão rochoso de uma caverna?

Antecipadamente, posso negar várias respostas apressadas que muitos desavisados esperam ouvir. Não, não é pela aventura. Não gosto de me aventurar e, se gostasse, bastaria atravessar a Avenida Paulista de olhos fechados para viver altos índices de adrenalina. Enfiar-se em uma trilha não é uma aventura. É só uma viagem, sem os confortos de um micro-ônibus azul e amarelo. Em verdade, sem muitos outros confortos. Dormir em barracas, tomar banho gelado e vestir roupas molhadas no frio das quatro da manhã não é a parte divertida da viagem e não faz ninguém vibrar de alegria. Se bem que há gente amalucada que goste de banho gelado e propague seus benefícios aos sete ventos. Aliás, ventos fortíssimos, com neblina, chuvisco e uma toalha do tamanho de um babador infantil para se secar. Mas, mesmo estes, preferem uma cama quentinha e um lençol de um bilhão de fios no fim do dia.

Tampouco esperem que é para me encontrar comigo mesmo. Vivo comigo o tempo todo. Sou até bem íntimo de mim mesmo. Sei perfeitamente onde meu verdadeiro eu está e não é no alto do Monte Roraima, salvo hipótese de eu ter subido até lá, o que tornaria o esforço inútil. Na verdade, convivo tanto comigo que até embarcaria numa viagem para dar um tempo de mim. Afinal, sou chato pacas. Mas, como um motoqueiro irritado com o barulho do próprio veículo, para meu azar, sempre estou aonde vou.

Então, o leitor imaginário rabugentos já franziu as sobrancelhas, apontou o dedo na cara do cronista e disse: “Vai porque é maluco, quer aparecer, é bicho grilo e/ou não tem nada melhor para fazer.”

Pois então, também não é essa a resposta.

Vai-se ao Monte Roraima, ou a qualquer outra expedição, com dois objetivos. Celebrar e agradecer. Como uma religião, que pode ser dividida por ateus e crente, dedicada a apreciar a riqueza da experiência proporcionada pelo cosmos. Celebrar a imensidão de causas, conseqüências, atos, acasos, coincidências e destinos que levam a existência tão fabulosamente interessante, gigantesco e mínimo como o Monte Roraima. E agradecer o simples fato de estarmos aqui, nesse mesmo cantinho do universo e podermos caminhar até lá.

Enfim, subi o Monte Roraima, como diria Mallory, “porque ele está lá”.

E eu aqui.

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