RORAIMA ADVENTURES

A incrível aventura do Monte Roraima

Subir ao Monte Roraima é um sonho de todo montanhista e aventureiro. Fiquei almejando por este sonho por anos a fio e finalmente consegui realizar. Acabo de voltar do Monte Roraima e ficam no imaginário as cenas e imagens do cenário surreal do topo do Monte Roraima.

Que lugar é esse?! Que lugar mágico ! Que lugar especial !

Sou trilheira de carteirinha e tive oportunidade de conhecer lugares incríveis, do Everest Base camp ao Grand Canyon, das longas travessias nas Chapadas Diamantina e dos Veadeiros, Serra Fina e outros. Mas achei o Monte Roraima diferente de tudo que eu ja vi e único na sua rara beleza!

Conheci em Boa Vista o Marcão, novo amigo, gente finissima e grande companheiro desta aventura.

A expedição foi um sucesso e tudo funcionou perfeitamente!

Desde o briefing preparatório em Boa Vista com a Roraima Adventures (Magno e Fátima, muito obrigada !) na véspera da viagem, a saída no dia seguinte ao sol raiar…e eis que começa a grande aventura, com o excelente e ótimo guia de montanha Léo, um venezolano-brasileiro muito experiente e que se tornou também grande amigo!

No primeiro dia fizemos o transfer de Boa Vista para agitado povoado de Santa Elena, aquelas cidadezinhas de fronteiras com muitos gringos mochileiros… ao chegar em Santa Elena, trocamos de carro para um jeep e conhecemos o resto da equipe:

– o outro guia Marcelo, que foi ótimo também.

– os carregadores/cozinheiro Teodoro, com seu sorriso fácil e o Cecílio, com seu radinho de pilha que funcionou por quase toda a trilha.

Toda a equipe foi nossa família por uma semana e todos foram todos muito legais!

Nos divertimos muito !

No primeiro dia começa a jornada para esse tepui magnífico que é o Roraima.

Os 15 km de trilha do primeiro dia são incríveis, pois o tempo todo o maciço do Roraima está sempre na nossa frente, e vemos outros tepuis também ao redor, igualmente belos. Alguns riachinhos de água cristalina aparecem no caminho, para refrescar este trecho que sob o sol é de muito calor…

Tivemos sorte com o tempo na semana que fizemos o Roraima. Dois dias antes de nossa expedição, uma forte tempestade de chuva e raios caiu na região e o acesso ficou fechado por alguns dias.

Que sortudos !

O primeiro acampamento às margens do Rio Tek já mostrou o que estava por vir.

Que lugar lindo ! O banho no Rio Tek ao chegar no acampamento, ainda com o corpo aquecido da caminhada, é imperdível, mesmo com os mosquitos puri-puri. A água é cristalina e fria, mas que bom faz um banho de rio apos um dia intenso de caminhada!

Tivemos uma sorte também de encontrar o Rio Tek vazio, havia apenas mais duas barracas além das nossas, de americanos e francesas. De noite, o Marcão deu uma aula de constelações e o céu estava limpo, vimos várias estrelas cadentes. Fomos conhecer as francesas Judith e Ana, oriundas de Paris e que nos acompanharam nos próximos dias de trekking junto com o guia Rick, outro figura da região muito gente boa!

A comida do acampamento se mostrou farta e variada. O Teodoro é um capricho na cozinha, e passamos uma semana muito bem, com cardápio variado e comida muito gostosa, do pãozinho domplin a panquecas com frutas no café da manhã, massas, arroz com lentilhas, carne seca e outras especialidades deliciosas. Muito bom!

O segundo dia começa com a travessia dos rios Tek e logo após, Kukenan, que na semana que passamos por lá, estavam calmos e sem muita correnteza. Parada obrigatória para banho no Kukenan, que achei o rio mais lindo de toda a travessia. Cheio de poços convidativos e pedras, água transparente e com o calor que estava… Ficamos mais de uma hora nessas piscinas naturais. Aqui também é ponto de camping e particularmente eu achei este ponto mais bonito do que o Rio Tek, mas aqui os puri puri nao perdoam…

O segundo dia é de caminhada mais curta em distância, mas de inclinação bem mais acentuada do que no dia anterior. Dizem que é o dia mais cansativo do trekking, mas nós andamos bem e não cansamos. Chegamos no campo base no inicio da tarde, e cada vez mais próximos do grande tepui do Roraima. Deste campo base o visual do paredão do Roraima é de arrepiar. E lá em cima, sempre nuvens pairando e passando, ora caindo uma garoa fina, ora saindo o sol.

Deu até arco iris !

No final da tarde vimos um lindo por do sol entre as nuvens e de noite, mais estrelas cadentes que aquí são chamadas de Estrellas Fugazes. E muiiiitos, muitos vagalumes na mata. O banho no campo base é muiiiiiito mais gelado do que no rio anterior, mais igualmente revigorante. Caiu uma chuva rápida de noite, mas mais uma vez foi um dia esplêndido de tempo bom.

O terceiro dia é o dia do desafio, da subida final ao Monte Roraima pela rampa natural, com inclinação bem vertical, muitas pedras soltas e as lágrimas das cachoeiras que caem do paredão. Um baita subidão ! Haja fôlego !

Novamente a sorte nos acompanhou e chegamos ao topo do Roraima com o tempo aberto. Ao pisar no topo do tepui a sensação é de estar em outro planeta.

As rochas são escuras, o tepui é imenso, pedra e rochas a perder de vista em todas as direções, nos formatos mais estranhos e bizarros, e muito verde, orquídeas e bromélias de todas as cores e uma infinidade de outras florzinhas, riozinhos, grutas e cavernas.

É frio lá em cima, afinal são quase 2800 metros de altitude!

A chegada ao topo do Monte Roraima é um portal para o mundo perdido. A paisagem é inóspita e completamente diferente de tudo que eu já ví em topo de montanha.

Mais do que em poucos minutos, a paisagem muda abruptamente e o topo fica cheio de nuvens, com neblina e chuva fina. Corremos para nosso abrigo dos próximos 3 dias, um dos muitos “hotéis” ou bat-cavernas do topo do Roraima onde ha espaço para montar as barracas e ficar abrigado das mudanças drásticas e rápidas do tempo no alto da montanha.

Neste dia a tarde ficou fechada e pouco fizemos alem de curtir o nosso primeiro acampamento, pois a nuvem encobriu o Roraima e a chuvinha fina com vento castigou a montanha por parte da tarde, no final do dia saimos para explorar as redondezas e de tardezinha abriu o tempo, com visuais incriveis lá do alto do Roraima, para os vales abaixo. Antes de abrir o tempo, saimos para explorar o alto de nosso hotel e examinar as plantas e flores do local.

Nossas amigas francesas ganharam o divertido apelido de “Las chicas de plásticos” pois estavam com capas de chuva amarela e laranjas, e dançavam para espantar o friozinho chuvoso daquela tarde….

No quarto dia amanheceu fechado, mas sem chuva.

Mais tarde quando o tempo abriu, pudemos explorar as belezas próximas do acampamento, e ver o visual do La Ventana, subir no topo do Maverick, ponto mais alto do Roraima, com toda a paisagem aberta se descortinando aos nossos pés. Belissimo ! Tomamos banho nas gelidas jacuzzis, piscinas naturais de água mais do que pura e cristalina. Água gelada, mas banho renovador !

No quinto dia, como descortinou um sol é logo ao amanhecer, encaramos o desafio de ir até o Lago Gladys em um bate e volta veloz. O guia Rick não botava uma fé de que seriamos capazes de tal loucura, mas o nosso guia Léo topou a parada e o guia Marcelo foi quem nos acompanhou nesta louca travessia. Nesse dia as 7am já estávamos andando e neste dia andamos nada mais e nada menos do que uns 32km, e num belo dia de sol tivemos o imenso prazer e rara oportunidade de conhecer com muito sol, lugares espetaculares como El fosso, o Ponto Triplo com a triplice fronteira, esticando até o enigmático Lago Gladys. O guia Marcelo topou e acompanhou esta louca jornada, que valeu muito a pena, pois o tempo estava excepcionalmente aberto, e ficou assim o dia todo. Este dia foi o mais é de todos no topo do Roraima e o que mostrou alguns dos encantos que esta montanha guarda. Sao lugares incriveis e que vale muito a pena conhecer, e depois do fim da viagem ficou a certeza de que dormir 3 noites no topo do Monte Roraima é muito pouco para ver a vastidão que é o Monte Roraima. Eu ficaria fácil-fácil uma semana inteira acampando lá em cima, e ainda assim teria milhões de recantos ainda para conhecer. A superficie do Roraima é imensa, sao 15km por 7km, um mundo a parte que nos cativou muito.

Apos a triplice fronteira, a caminhada para o Lago Gladys mostra um Roraima ainda mais misterioso e menos pisado, e a paisagem parece coisa da Lua ou Marte, com muitas rochas em formações fantasmagóricas, pináculos, labirintos, uma vegetação mais alta do que nos outros pontos que visitamos nos dias anteriores, e muita água nos rios e lindas cachoeirinhas deste trecho.

No caminho do Lago Gladys fomos igualmente gratos por tirar a sorte grande e ter a chance de ver o Roraiminha totalmente aberto a nossa frente, com a selva fechada lá embaixo e um pouco do nosso Brasil a vista.

O lago Gladys é muito bonito, e ficamos com vontade de descer ou até mesmo nadar no mesmo, mas ficamos apenas apreciando aquele belo visual do alto das rochas que contornam este lago.

Ficou a vontade de esticar mais um pouquinho e ir até a Proa… Quem sabe na próxima!

Este dia ficará na memória e foi um dos mais belos dias de caminhada que eu fiz na minha vida. Que magia tem este Monte Roraima ! Mandamos muito bem e as 4:30pm já estávamos de volta no nosso campamento, passando antes pelo Vale dos Cristais, onde encontramos outros brasileiros, e a tempo ainda de ver o por do sol no paredão, um espetáculo, e ainda, estrelas cadentes ao cair da noite. Uau !

Que dia magnifico de trilha !

No dia seguinte dá aquele aperto no coração, pois é dia de deixar o topo do Roraima e iniciar a descida. Fica um silêncio estranho na trilha, por saber que a viagem de volta começou… Descemos direto até o Rio Tek, parando novamente no lindo rio Kukenan para o banho recompensador e vitorioso de quem volta do topo do Monte Roraima. E o radinho de pilha do querido Cecilio, que voltou para a montanha na mão de outro carregador que estava subindo a trilha nesse dia.

Ao chegar ao Rio Tek, a grata surpresa do fantástico guia Léo “pescando” latinhas de cerveja geladinha pelo rio, um merecido happy hour beira-rio apos dias intensos de trilhas e muita aventura. Muiiiiitas cervejinhas merecidissimas para comemorar a grande aventura!

E que figurinha cativante esse guia Léo ! Recomendo a todos que vão, é de uma simpatia daquelas que a gente não esquece, além de ser excelente guia, daqueles que respiram montanha 24 horas por dia, muito experiente e muito profissional, além de ser muito respeitado por toda a comunidade local – e muito querido por todos.

E a todos que nos acompanharam nesta jornada, Marcelo, Teodoro e Cecilio, obrigada por tudo e pela companhia nesta é jornada que foi o Monte Roraima, que familia que fizemos nessa montanha!

Esta viagem é muito mais do que um trekking, uma travessia ou uma expedição É uma experiência de vida dessas que marcam a gente para o resto da vida.

O Roraima encantou e fica a certeza de querer voltar, em breve, para este paraiso remoto, distinto e único que ficará para sempre na memória.

Que viagem sensacional!

Adorei ! Voltarei !

 

 

 

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